Toranja - Quebramos os Dois
Era eu a convencer-te que gostas de mim
Tu a convenceres-te que não é bem assim
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro
Tu a argumentares os teus inevitáveis
Eras tu a dançares em pleno dia
E eu encostado como quem não via
Eras tu a falar pra esconder a saudade
E eu a esconder-me do que não se dizia
Afinal quebramos os dois
Afinal quebramos os dois
Desviando os olhos por sentir a verdade
Choravas a certeza da mentira
Mas sem queimar demais
Sem querer extinguir o que já sabia
Eu fugia do toque como do cheiro
Por saber que era o fim da roupa vestida
Que inventara no meio do escuro onde estava
Por ver o desespero na cor que trazias
Afinal quebramos os dois
Afinal quebramos os dois
Afinal quebramos os dois
Afinal quebramos os dois
Era eu a despir-te do que era pequeno
Tu a puxares-me pra um lado mais perto
Onde se contam histórias que nos atam
Ao silêncio dos lábios que nos matam
Eras tu a ficar por não saberes partir
E eu a rezar para que desaparecesses
Era eu a rezar para que ficasses
Tu a ficares enquanto saías
Não nos tocamos enquanto saías
Não nos tocamos enquanto saímos
Não nos tocamos e vamos fugindo
Porque quebramos como crianças
Afinal...
Quebramos os dois
Afinal quebramos os dois
Afinal quebramos os dois
É quase pecado o que se deixa
Quase pecado o que se ignora



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